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Amor de vai e volta


Já são tantos anos, e mesmo assim eu ainda olho pra você como se fosse a primeira vez diversas vezes. Os 6 primeiros meses foram os mais intensos que já vivi com alguém até hoje, seu cheiro virou a maior marca de você na minha vida, sentia ele no travesseiro da minha cama quando você ia embora e mal podia esperar para senti-lo novamente. Sua presença, seu beijo, seu carinho.

No 6º mês a gente acabou, mas logo depois da poeira abaixar nosso amor virou amor de aniversário, eu sempre te dava os parabéns no seu dia e você nunca esquecia do meu. Aí você voltou, a gente se encontrou, e juntos ficamos novamente. Um encontro aqui e outro ali, e por ironia ou não, passou, eu segui meu rumo e você o seu. Você cresceu e eu também. Eu aprendi, amadureci e mesmo assim o afeto por você sempre esteve dentro de mim.

Agora veja, aqui estamos nós de novo, nos vendo quando dá, conversando até de madrugada sobre a vida, nossos planos, nossa vontade de viver como se sempre fosse o último dia e até sobre esse nosso amor que sempre vai mas sempre volta.

Talvez você nunca tenha ido definitivamente porque algo existe dentro dos nossos corações, pode ser coisa de momento, e você até pode ir de novo, não me importo, porque eu sei que hora ou outra a gente volta. Se esbarra, reacende e mata a saudade do nosso beijo que deixa marcas nas nossas mentes. Mas olha, eu tô em paz, gosto muito de você, estar com você e tô amando você por perto novamente. Nesse amor de vai e volta, quem sabe um dia eu vou ou você vem, e a gente não volta nunca mais!




Nunca é o fim


Seu olho lacrimejou e você não aguentou mais segurar, a lágrima escorreu fazendo o desenho perfeito do seu rosto. Eu como sempre, já devia estar com a cara inchada de tanto chorar naquele momento. Você sempre foi de segurar as emoções e eu de demonstrá-las sem nenhum receio. Irônico pensar que foi exatamente por nossas intensidades que colocamos um fim em nós.

Tem hora que a gente é obrigado a tirar coragem de onde já não tem pra tomar decisões difíceis, mas que com certeza farão toda a diferença depois de feitas. A nossa conexão acabou, né? Depois de tanto embate de intensidades eu já não ria das suas piadas que tanto amava lá nas primeiras linhas da nossa história e você já não fazia as surpresas que sempre me emocionavam.

Ninguém fez nada, pelo contrário, ninguém saiu do roteiro. Nós apenas fomos nós mesmos, e, às vezes, ser você mesmo também faz doer. Mas acredite, a dor é momentânea, ela passa e você vê que fez o melhor pra você. Não tinha felicidade, não tinha conexão, já não tinha mais amor.

Foi no nosso último adeus, depois de ver a sua lágrima cair que o nosso felizes para sempre começou e eu entendi que finais também podem ser começos!




Onde estão vocês...


De uns dias pra cá eu tenho me pegado pensando por onde andam as pessoas interessantes. Aquelas que te fazem sentir calmo, que são claras, que não acham que relacionar-se tem que ser um jogo de interesse reverso: onde quem mostra menos interesse é o mais forte da relação.

Aquelas pessoas que se importam, sabe? Aquelas que querem saber se você está bem pelo simples fato de saber. Que te mandam uma mensagem boba no meio do dia pra falar que se importa. Por onde andam aquelas pessoas que não se esquecem de você, do que você sente ou de simplesmente te responder?

Que saudade de gente completa, certa, decidida e cheia de si. Só de si. Que é o que é porque quer e pronto. Não se importa com as “regras do amor” inventadas por uma sociedade que já se encontra tão desacreditada do amor.

Olha, eu não sei por onde vocês, pessoas tão especiais, andam. Mas saibam que eu continuo acreditando que vocês estão por aí. E ah...é bom reforçar que eu me encontro no parque da cidade debaixo de uma árvore, lendo um romance ou escrevendo um texto ainda sem final, que espero entregar pra você um dia. No dia que a gente se esbarrar, eu termino ele, com um aliviado parágrafo final contando que te encontrei.