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Mesa de Bar - Saudade: Bom ou ruim?


A coluna esta semana vem com um tema que SEMPRE mexe com nossos coraçõezinhos. Eu mesmo poderia ficar horas falando sobre este assunto, porque ele nos faz reviver momentos, que, de alguma forma, marcaram nossas vidas.

Sem mais delongas, o tema dessa semana é:

Saudade: Bom ou ruim?





Ah, a saudade...! Todo mundo, inevitavelmente, já sentiu saudade de alguém. Não tem como: ela chega como quem não quer nada, de mansinho; vem em forma de um pequeno pensamento que se desdobra em lembranças; lembranças estas, que duram mais que instantes, duram minutos. Às vezes esses minutos duram horas, dias, meses. E é aí que ela se concretiza. A saudade, na verdade, é uma falta daquilo que já foi seu um dia. Pensando assim, seria impossível sentir saudade de algo que nunca foi seu e isso acontece com frequência comigo. Sabe, parece que às vezes idealizamos tantas coisas, projetamos tanto o nosso futuro que, mesmo quando ele não acontece da forma planejada, sentimos falta. Uma vez li em algum lugar a seguinte frase: “uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade” e, se falarmos em saudade, percebemos que isso acontece.

Já me perguntaram muitas vezes se sentir saudade é uma coisa boa ou ruim e, sinceramente, eu não tenho uma resposta para isso. O que posso dizer é que, na vida, eu levo sempre duas sacolas comigo: uma com um fundo forte e resistente e outra sem fundo. Tudo que aparece no meio caminho eu recolho, eu encaro! O meu dilema é sempre em qual sacola colocar o que apareceu na minha frente. E com a saudade não é diferente. A saudade, em si, não é de tudo ruim, mas se ela começa a pesar muito a minha sacola, impedindo a minha caminhada e impedindo que eu carregue outras lembranças boas, eu coloco- a na sacola sem fundo, deixando-a para trás. É claro que existem aquelas saudades que minha sacola de fundo firme está cheia, mas que não pesam a grama de uma pluma. Só fazem volume, não pesam. Esse volume é o que constrói a minha memória, por isso não quero me livrar delas tão cedo! Mas e você, está deixando a sua saudade em qual sacola? 





Saudade é mato, já dizia o poeta. É quando o coração aperta e a gente já não sabe nem mais se é bom, se é ruim, se é distância, se é nostalgia, se é passado, se é presente. Saudade é uma mistura poética daquilo que aconteceu, de fato, com o enredo da nossa mente, que tenta, sem parar, transformar todo centímetro da história numa memória inabalável. 

É aquele pensamento em tom sépia que já nos povoa com trilha sonora, nos planta um sorriso bobo na cara e conta pontos positivos na balança da vida, que pende para o "sim" a cada devaneio saudoso de antes de dormir. Saudade é aventura, é romance, é perigo, é "escondido é mais gostoso", é descoberta, é reencontro, é um sorvete de chocolate num entardecer praiano, é aquele primeiro tombo de bicicleta. Saudade é o que você quer de volta, mas sabe que é seu mesmo não sendo mais.

Só se tem saudade do que é bom. Se não foi bom, tem outro nome. 
Se o coração disparou e a história valeu, a saudade é boa, sim senhor. 







Saudade é um sentimento ingrato e duvidoso, aprender a lidar com ela é uma questão de tempo, de calma e de coração. É quase uma questão de condição. Sou o tipo de pessoa que sente saudade de tudo: amigos do passado, momentos vividos e até de algumas coisas materiais, às vezes não consigo entender ao certo do que estou sentindo saudade, apenas sei que o sentimento está presente. Já me questionei várias vezes se sentir saudade é bom ou ruim, e nunca cheguei em uma resposta concreta sobre o assunto. É gostosa a sensação de um sorriso surgindo quando sinto saudade e lembro de momentos bons que vivi, e é ruim quando começo a sentir um aperto no peito e um nó na garganta por saber que aqueles momentos, e até algumas pessoas, que fizeram parte deles não podem voltar mais.

A saudade pode doer bastante e nos fazer sofrer, mas pensando bem, ela anestesia. Porque senti-la nos obriga a buscar as lembranças de coisas que nos fizeram felizes. Uma coisa boa da saudade é que ela significa que algo valeu a pena e te ensina a dar valor a cada oportunidade e a cada pessoa que aparece na sua vida. Sem muita enrolação, a verdade é que bom mesmo é quando você sabe que pode matar a saudade em algum momento e quando você passa a aceitar que algumas coisas valem mais a pena serem guardadas no coração do que revividas.






Posso resumir - muito! - o tema dessa semana. Saudade: bom quando se pode matar, ruim quando não. É ótimo você sentir saudade de uma semana, sabendo que no seu final de semana vai poder matar. Acho que saudade é bom quando você pode se desfazer dela em alguns meses, mas quando se trata de anos... Aí é muito ruim sentir saudade! Pior ainda é a saudade que você não pode matar, saudade de alguém que se foi, saudade de alguém que está muito longe e mais longe ainda está a chance de reencontrar esse alguém. 

Falando sobre a saudade de alguém que se foi, sim, ela é péssima, mas como tudo na vida ela tem seu lado bom: as lembranças. Aliás, se tratando das lembranças, qualquer saudade é boa. Quando se tem saudade, dificilmente lembra-se dos momentos ruins, mas sim dos bons, e por isso se torna uma parte boa da saudade. Lembrar dos momentos felizes, lembrar de como tudo acontecia quando tínhamos essa pessoa perto, lembrar de como nos sentíamos com a sua presença, enfim... Saudade é bom, pois nos remete às boas lembranças. Porém, é ruim pois nos dá ainda mais vontade de voltar aos velhos tempos e fazer dessas lembranças realidade.

Gostaram da opinião das meninas? Agora você já pode deitar no seu travesseiro e saber se essa saudade que você sente é boa ou ruim! Rs :3

Semana que vem elas voltam falando sobre um novo tema.

Bjos,




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