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Eu não queria (te) perder!


Como Maria Rita diz em sua música: "Eu canto pra Deus proteger-te..."; porque, agora, é o que eu posso fazer. Quando eu fiquei sabendo que você estava com alguém, a sensação dentro de mim foi estranha, fiquei chateado por te perder. Digo estranha porque eu perdi algo que nunca tive. Sei que nunca tivemos nada sério (nem passamos perto disso), mas a nossa história já era longa, e o envolvimento era real pra mim. Você era como um porto seguro: eu sabia que estava lá, mesmo depois de 5 anos de convívios esporádicos e trocas de mensagens carinhosas. Então, naquela segunda de manhã, quando eu soube que você estava com alguém, foi como se o meu porto seguro tivesse partido, e, eu, fiquei sozinho, encarando um mar gigantesco a minha frente.

Talvez, quem ouça nossa história queira me dar chacoalhão por eu me importar com o seu namoro e lamentar pela situação. Mas, a verdade, é que talvez eu nem me importe pelo namoro, porque você merece ser feliz. Eu lamento pelas coisas únicas que você me dava e que me faziam sorrir as terças às 16h da tarde  no meio do trabalho ou nos finais de domingo. Como suas brincadeiras com meu sotaque, nossas descobertas de gostos musicais, nossa troca de figurinhas sobre profissão ou, simplesmente, com os planos bobos que fazíamos por mensagens.

A culpa, na verdade, é minha. Eu e essa mania de achar que a minha vida é um filme, e acreditar, fielmente, que um dia você estaria aqui, me fazendo uma grande surpresa, enquanto eu corria para te dar o abraço e o beijo que eu tanto esperava, e depois arrumasse o seu óculos que se entortaria com o impacto do meu abraço. Ah, como eu amo o seu óculos, nunca mude a armação dele, por favor!

Então, no dia que eu havia decidido largar tudo para ir te ver, e fui te contar, você disse que estava namorando. Mais uma ironia do destino na minha vida, e pra me mostrar que, definitivamente, minha vida não é um filme. Muito pelo contrário, ela é bem real, e me faz levar esses tombos só pra me mostrar como eu sou forte e que, como em todas as outras vezes, eu vou me levantar e seguir o meu caminho, acreditando que uma hora tudo se resolve.

Quando eu sentir saudades, vou me lembrar do nosso Rio de Janeiro que a gente tanto ama, me lembrar dos nossos, poucos, mais memoráveis encontros, do seu sorriso nervoso quando me viu pela primeira vez, do seu sotaque gostoso de ouvir e do jeito lindo como você arruma o seu óculos. Decidi guardar essas coisas boas e me lembrar com um sorriso no rosto. Quero olhar pra trás e ver como você fez parte do meu amadurecimento e, assim, poder falar: Você foi foda!

Como disse no início desse texto, eu vou mesmo cantar para Deus proteger-te e torcer muito pela sua felicidade. Você merece ser muito feliz e espalhar esse sorriso lindo pelo mundo. E quanto a gente, bom, quem sabe um dia a gente se encontra de novo, seja nos arcos da Lapa, nos shoppings da Barra ou nas ruas do Leme.




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