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Deixe estar!


Você me pergunta por que eu nunca namorei e eu lhe respondo dizendo que não consigo ser como você, que emenda um relacionamento no outro e troca de “amor” como quem troca de roupa. Comigo isso não rola, não mesmo. Amor pra mim é algo muito específico, entende? Tem que me fazer arrepiar quando me lembro dos momentos gostosos.

Quando me sento no banco da praça, para simplesmente contemplar a noite, me pego pensando em como as pessoas “acham” o seu amor facilmente hoje em dia. Pode até parecer bom, mas elas acham seus homens e mulheres perfeitos com muita frequência. Os relacionamentos duram pouco e as pessoas vão embora sem nenhuma cerimônia. Vão com a certeza de que, logo ali na frente, encontrarão outro alguém capaz de suprir suas necessidades.

É que, talvez, essas pessoas valorizem mais a companhia do que o “estar” de verdade. A companhia é aquela pessoa que não te deixa sentir sozinho, supri sua carência e atende suas necessidades. Mas o “estar” não, a pessoa que “está” é aquela que te faz mergulhar nos braços dela quando se encontram, é aquela que faz você se sentir seguro quando está perto, que te faz sorrir quando você menos espera, que te completa de uma maneira única e que te dá aquele friozinho na barriga gostoso e aquieta o coração quando está por perto.

Ah, meu amigo. Eu não vou namorar só para suprir minhas necessidades e a carência que dá as caras de vez em quando, porque, para mim, os amigos também são para isso: te fazer passar bem por momentos que possam parecer complicados. Ah, e claro: o Netflix também. Namorar para mim tem que me despertar o “algo mais”, tem que me completar e me fazer ter a certeza que de que fiz a escolha certa.

Eu não quero e nem mereço migalhas de amor, eu mereço alguém completo e que queira de verdade estar comigo, e não só pela companhia, e sim pelo nosso “estar”, que juntos vira bem-estar. Enquanto isso, eu sigo minha vida, tomo meu chá nas madrugadas no sofá da minha sala enquanto assisto minha série predileta.


Eu já busquei incansavelmente por alguém, mas eu percebi que isso não dá em nada. Já me chamaram de exigente e até chato, mas a verdade é que eu sei aquilo o que eu mereço. Enquanto a pessoa certa não aparece, eu faço minhas coisas normalmente, me divirto com meus amigos numa mesa de bar, trabalho dando o meu melhor  e mergulho todos os dias no meu interior para encontrar a minha paz. Um dia desses, eu encontro alguém que faça esse mergulho comigo. E eu estou sem pressa, pode vir até de jangada, porque, por aqui, tá tudo na paz!




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