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Mesa de Bar - Despedidas: como lidar?


Hoje vai ao ar o penúltimo post da temporada da coluna "Mesa de Bar". E é nesse clima de "dar tchau" que o tema da semana é...

Despedidas: como lidar?

Vamos ver o que as meninas falaram...







Hoje eu te disse adeus. Não foi um até logo, como da última vez, foi um adeus. Eu esperei muito tempo para tomar essa decisão; eu pensei, repensei e claro, morri de medo de ser tarde demais. Eu te dei uma chance, meio tímida, mas te dei. Você talvez, não tenha sido capaz de perceber, mas eu estava lá, dizendo o quanto gosto de ficar com você com apenas um olhar, com apenas um milhão de sorrisos bobos. A gente que é muito brincalhona acaba passando para as pessoas que nunca falamos nada sério, e, todas as nossas falas, são encaradas como brincadeira. No meio dessas brincadeirinhas idiotas te disse dezenas de verdades. Verdades estas que jamais falaria com seriedade e com sã consciência. Talvez aquele abraço final tenha significado muito, mas não o suficiente para me fazer ficar. Talvez eu seja uma fera indomável que não quer arriscar a sair da jaula. Ironia, não?! Mas talvez seja esta a verdade.

Pode não parecer, mas eu sou muito boa em despedidas. Não me assusta tirar uma pessoa da minha vida, me assusta os efeitos colaterais que a presença dela me causa. E você tem tomado boa parte dos meus pensamentos; tem me feito pensar e repensar situações, ocasiões e até num futuro junto com você eu já pensei. E sabe que conclusão eu cheguei?! Que não vale a pena. Se um dia a gente se reencontrar garanto que vamos rir disso tudo e, confesso que a nostalgia vai dar um gostinho de quero mais. Espero ser sensata e tomar a melhor decisão possível, mas por hora o que posso te adiantar é “Prazer em te conhecer e se cuida!”. 







Despedida. Consultei o dicionário para deixar claro o que diz o senso (comum) sobre o tema. Dentre as inúmeras possibilidades definidoras e, diga-se de passagem, bastante definitivas, estão as palavras "adeus", "separação", "final". Confesso que discordo. Há algum tempo não penso em despedida como o fim de nada. Despedir é parte do processo contínuo de viver.


Se eu pudesse definir, num dicionário pessoal, relacionaria despedir a "passar", "avançar". Nos despedimos, mesmo que com dor, daquilo que já não mais nos faz crescer, que não mais nos faz sorrir, mas que, sem dúvidas, nos fez crescer. A sabedoria de despedir mora na capacidade e vontade de aprender sempre, mesmo quando machuca, mesmo quando desmonta. É confortável e saudável crer que, graças à tentativa universal de nos mostrar o caminho para o equilíbrio, toda despedida é balanceada com um encontro (ou vários). E que, quando importa, não desaparece. Faz casa dentro da gente, faz parte do que somos e seremos. Faz diferença, mesmo distante. 







Eu sempre fui muito apegada a pessoas, objetos e até mesmo a lugares, por esse motivo, quando chega a hora da despedida nunca é fácil para mim. Mas posso dizer que já foi pior, um dos grandes motivos dos meus sofrimentos quando era mais nova foram as despedidas, sempre achei muito triste ter que se despedir de algo ou alguém que você lutou muito pra conseguir ou manter por perto. Mas é inevitável viver uma vida inteira sem despedidas, então o jeito foi ir aprendendo aos poucos a lidar com elas, nunca deixa de doer, porém, você passa a aceitar com mais facilidade.

A primeira coisa que eu comecei a praticar, foi deixar meu coração livre e tranquilo para entender que nada é eterno, pessoas e sentimentos morrem ou simplesmente desaparecem de uma hora para outra. E logo depois que passei a entender isso eu descobri que meu grande medo estava exatamente depois da despedida, eu tinha medo de não conseguir viver feliz novamente, mas com o passar dos anos eu aprendi que sempre vou sobreviver a despedidas, sejam as bobas ou as que realmente machucam e deixam aquele buraco no coração. O meu conselho é aproveitar todos os momentos e oportunidades que aparecem com as pessoas ao seu redor, ninguém tem um reloginho indicando a hora de partir, então viva tudo intensamente. Ah, e uma questão muito importante, é que algumas coisas não acabam quando terminam, nem toda despedida precisa ser um sofrimento.







Sou uma das piores pessoas para falar de despedidas, odeio qualquer tipo delas. Pode não parecer, mas sou uma manteiga derretida. Odeio me despedir de pessoas e coisas e fechar ciclos na minha vida. Um bom exemplo é me desfazer de algo, nossa, por mais que eu não use, eu fico muito mal quando tenho que passar para frente. Não é egoísmo, mas me despedir daquilo que ficou comigo durante um tempo é doloroso demaaaais! 💔


Eu não posso falar como lidar com despedidas se eu mesma ainda não aprendi. Isso é ruim, eu sofro toda vez que passo por isso e meu coração vai se apertando até ficar em pedaços. O mesmo conselho é pensar que uma despedida é um ciclo que se encerra, mas está se iniciando um novo! Assim como as coisas boas, as coisas ruins também chegam ao fim. A dor da despedida vai amenizar e talvez você encontre uma forma de preencher esse vazio.


Esses foram os textos das meninas nesta semana, e em resumo: é importante saber lidar com as despedidas.

Semana que vem elas voltam pela última vez, vai estar MUITO legal, então não seja doido de perder.

Até lá ;)




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