Página Web



Mesa de Bar - Minha infância me marcou!


A coluna "Mesa de Bar" entra em seu último mês, mas enquanto ela não termina, vamos aproveitar os últimos temas com os textos das meninas.

Nessa semana, o tema é:

Minha infância me marcou!

A intenção era que as meninas contassem algum fato marcante que elas viveram na infância que reflete até hoje em suas vidas.

Vamos ver?!







Muitas das coisas do que sou e do que me tornei são reflexos do meu passado. É claro que minha personalidade e meus genes contam - e muito - na concretização do meu ser; mas a infância, com certeza, foi um período de aprendizado e de formação do meu caráter.

Desde pequeninha, minha mãe me ensinou que uma das coisas mais incríveis que podemos ser, está relacionado a sinceridade e honestidade. Somos humanos, temos palavras e sabemos da importância da verdade. Não é digno aquele que mente, engana e encena. Estes, com certeza, terão suas faces reveladas em algum momento. Talvez, por isso, eu seja tão avessa a tudo aquilo que não é verdadeiro, puro e honesto.

Quando criança, por medo dos meus pais brigarem ou se decepcionarem, menti, por coisa boba (agora não me lembro ao certo o motivo, mas creio que foi porque eu não havia feito a lição de casa e disse que havia feito). O ditado é certo: "mentiria tem pena curta" e, quando se é criança, mais curto ainda é o prazo que ela se esconde. Ao descobrir que eu havia mentido, minha mãe, muito sábia, não brigou, não gritou e nem nada, apenas disse que isso era muito feio e que, por mais que fosse uma coisa pequena, mentir traz grande s e graves consequências. Assim feito, eu menti de novo. E minha mãe descobriu, só que dessa vez ela não disse nada, simplesmente passou uma semana mentindo pra mim. Ela falava que ia levar brinquedo novo pra eu brincar e não levava; falava que iria trazer Mc Lanche feliz e não levava, enfim, me enchia de esperanças falsas e eu só me decepcionava. No fim da semana, ela conversou comigo e perguntou se eu havia gostado da atitude dela. Eu respondi que não, que era muito feio mentir e enganar as pessoas, porque elas ficavam tristes. A partir daí, eu vi que não era só uma questão educacional que estava em jogo: minha mãe queria me passar valores!







Faz parte do nosso processo de autoconhecimento fazer (re)visitas ao nosso ciclo de existência no mundo. Faz parte do meu processo, em especial, ser nostálgica e saudosa (amigos confirmarão). Dessa forma, pensar na infância sempre foi, pra mim, uma atividade recorrente.


Quando me lembro da primeira versão consciente e relativamente independente de mim, penso num dos hábitos dos quais eu mais me orgulho: a sede de saber coisas. Desde muito pequena, me lembro da curiosidade de conhecer, experimentar, e, especialmente, absorver novos mundos através dos livros. Isso abriu portas para uma imaginação sem limites, e uma consequente capacidade de me aventurar por todas as paisagens, histórias, personagens, profissões e perigos. Ser uma criança imaginativa se transformou na chave essencial da construção do meu caráter adulto. Ter asas na mente e fome de livros me ajudou a compreender que, num mesmo segundo, um milhão de histórias acontecem. Da mesma forma, um milhão de pessoas enxergam uma mesma história com seus olhares individuais. Viver aventuras invisíveis e cheias de complexidades e detalhes invisíveis a outros olhos me ajudou a entender a importância de acreditar naquilo que me move e de realizar, com a força do pensamento, a melhor hipótese possível para cada evento. Graças ao ontem, sei, hoje, que o mundo é um encantador quebra-cabeça de possibilidades.







Quando eu era criança, vivia em uma cidade com aproximadamente 40 mil habitantes, onde todos se conheciam. Lembro que quando eu saía com o meu avô, era um sacrifício chegar no nosso destino porque ele parava para conversar com todos os conhecidos que encontrava no caminho, eu achava aquilo um saco e ficava com a cara emburrada. Eu era filha única e meus primos nasceram bem depois de mim, o resultado disso foi que até os meus seis anos eu nunca convivi com outras crianças, eu passava os dias brincando sozinha e achava um máximo não ter que dividir meus brinquedos e tudo ser do meu jeito, até que chegou a hora de ir pra escola, foi a única vez que lembro de ter sofrido quando eu era criança. No primeiro dia de aula eu cheguei na sala e tive que sentar em uma mesinha com mais três crianças, eu não abri a boca a aula toda, nem a professora ficou sabendo o meu nome, e nos dois dias seguintes continuei sem falar com ninguém e chorava toda vez que a outras crianças tentavam falar comigo.

A professora contou o que estava acontecendo para a minha família, quando meu avô veio me questionar sobre a escola eu simplesmente falei que não precisava de ninguém estranho na minha vida. Levei uma bronca e fiquei escutando durante muito tempo a importância de conviver com pessoa diferentes e que durante toda a nossa vida, nós sempre vamos precisar das pessoas. Parece até que meu avô estava vendo meu futuro. Durante boa parte na minha vida tive que conviver com pessoas que eu nem gostava muito, mas não tinha outro jeito, a pouco tempo mudei para uma cidade grande onde não conhecia ninguém e precisei morar sozinha por um tempo, foi nesse período que tive a certeza que meu avô estava certo, conheci muitas pessoas novas, aprendi coisas que sozinha seria impossível e me sentia muito bem quando estava cercada pelos meus conhecidos. Receber uma bronca quando era criança me fez ver as pessoas com outros olhos, nunca esqueço das palavras duras que eu escutei e o choque de realidade que eu tive. Sempre levo na minha lembrança meu primeiro dia de aula, e sou grata por ter convivido e ainda conviver com várias pessoas que me fazem bem.







Este é primeiro tema que eu não tenho muito o que falar. Infelizmente, minha lembrança de infância é MUITO vaga. Eu não lembro muito dos meus aniversários, de brincadeiras com irmãs ou amigos, passeios... Eu lembro de pouquíssimas situações, e eu não era tão criança assim. Algumas situações me marcaram de alguma forma, fazendo assim com que eu formasse a pessoa que eu sou hoje. Isso é fundamental na vida de qualquer ser humano.

A primeira coisa que me marcou muito foi o cuidado com os animais. Eu sempre fui criada com estes, independente da minha idade. E todos eles foram adotados, encontrados na rua. Não julgo quem compra, mas acho mais justo cuidar dos mais necessitados. Enfim, o assunto não é esse. Eu sou apaixonada por animais e detesto ver qualquer tipo de maus tratos ou descaso com eles, e isso é um reflexo da minha infância. Não foi uma situação específica, foram várias em que eu e meus pais resgatávamos gatinhos na rua. Hoje, eu tenho 4 no meu apartamento e meu pai tem 6 na casa dele.

A segunda é que eu nunca precisei ganhar uma festa grandiosa para gostar dela e me divertir. Meus pais nunca tiveram condições de me dar uma super festa, não tive festa de 15 anos e nunca tive um festão. Até meu primeiro aninho foi em casa, super simples. Hoje em dia quase não se vê isso. Meus pais me ensinaram que é possível se divertir e ser feliz com pouco, minhas festas eram simples e pequenas, mas não faltavam pessoas especiais e comida boa. Meus amigos se divertiam, eu me divertia e assim meus pais também ficavam satisfeitos.
   
Enfim, pra quem não tinha muito o que falar, até que eu falei demais... Resumindo, poucas situações me marcaram, mas as que marcaram, marcaram muito e formaram a pessoa que sou hoje.
"Eduquem as crianças, para que não seja necessário punir os adultos."


Quanta fofura essa semana na coluna, não é?! ♥

Fiquem ligados na próxima semana, quando vai ao ar uma das últimas colunas com um tema super maneiro. 

Até lá ;)




Postar um comentário