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Será que vai dar “match”?


Dia desses, eu estava navegando por esses aplicativos de pegação (tá, até pode não ser sempre só “pegação”, mas, sejamos sinceros: o início é sempre uma “pegação” – se vai passar disso, já são outros quinhentos), quando vi uma pessoa interessante: bonita, charmosa, parecia inteligente e com gostos em comum com os meus. Dei um “like” pra pessoa e OBA! Deu “match”. Eu sei que nesses aplicativos julgamos e somos julgados como em um cardápio. Mas ah, que mal tem?! Quem disse que história de amor sempre tem que começar como em novelas e filmes?

Pois bem, após o “match”, em questão de minutos, recebi um “boa noite” da pessoa que seria a minha nova “paixonite” da semana. Conversa vai, conversa veio, conversa foi...  MEU.DEUS.DO.CÉU, o nosso papo fluía. No dia seguinte, quando normalmente o papo esfria, nossa conversa continuou – e foram horas e mais horas de conversas.

Depois de uma semana de muito papo jogado fora, decidimos nos conhecer pessoalmente, e...  DEU RUIM. Pense numa pessoa tímida, multiplique por MIL, agora acrescente mais dois mil. Pois bem, o resultado dessa soma era a tal pessoa com quem a conversa tinha fluído tanto nos últimos dias. Dentro do carro, eu desembestei a falar para ouvir um simples “aham” como resposta – e eu não calava a boca. Já falo muito naturalmente, nervoso então... não há pessoa no mundo que me cale.

No final do “encontro”, rolou um beijo, que foi o mais sem graça da vida. Sabe aquele beijo sem emoção nenhuma? Sem nenhum gostinho de quero mais? Pois bem, foi exatamente esse beijo. Depois do encontro, mandei uma mensagem na tentativa de amenizar a situação de não ter calado a boca nem um minuto. E o que aconteceu? Pois é... eu não tive resposta. A pessoa simplesmente SUMIU.

E por que eu tô contanto toda essa história? É pra chegar a simples conclusão que o “match”, desses aplicativos, não quer dizer absolutamente nada quando uma janela de conversa com a outra pessoa se abre pra você. Se o bom e velho olho no olho e química pessoalmente não rolar, de nada valeu o “match” on-line. A forma de conhecer um amor pode ter ficado tecnológica e moderna, mas a forma de se desenvolver um amor sempre será velha e única.

A tal pessoa sumiu sim, escafedeu-se, não me respondeu nunca mais. Obviamente ela tem todo o direito do MUNDO de não ter gostado de mim pessoalmente. Me achou feio? Chato? Sem graça? Eu sei lá... não estamos aqui para agradar todo mundo – ninguém consegue. Não adiantaria eu me importar com isso e não adianta você se importar quando acontecer com você. A vida é assim, e cabe a nós encarar essas coisas com leveza.

Mas, o fato dela ter sumido me fez refletir ainda mais sobre os “matchs” que nada dizem. No ambiente on-line, a tal pessoa não parava de falar, mas, no mundo real, após o encontro, ela não foi capaz nem de mandar um: “Você é chato pra caralho, some da minha vida”. Ela preferiu se calar, sumir, fugir de qualquer tipo de “explicação” que seria bacana ela dar. A verdade é que, nos aplicativos de pegação, nós somos aquilo que queremos ser e nos deparamos com pessoas que fazem o mesmo.

Meu amigo e minha amiga, não se iludam com a “pessoa perfeita”, depois de dois dias de conversa sem se conhecerem pessoalmente. O “match” de verdade, aquele que vale a pena, é quando o papo continua na vida real e um sorriso agradável toma conta da gente depois de uma piada boba no meio do encontro.

Por isso, antes de sair por aí mostrando pros amigos que você deu “match” com aquela pessoa linda/maravilhosa/interessante do aplicativo, marque um encontro pessoalmente e tenha certeza que o “match” foi além da tela do seu smartphone.

Nos tempos atuais, a pergunta que devemos nos fazer ao sair de casa antes de um encontro é: será que vai dar “match”?  




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