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Você é de fogo, eu sou de água!


Como diz o ditado: “O amor é cego”, e olha? É mesmo. Pra mim você era a pessoa perfeita, aquela que tinha saído dos meus sonhos, que preenchia todos os pré-requisitos que criamos ao longo da vida. Eu te olhava e o meu coração acelerava, um sorriso desabrochava e a certeza de que ERA VOCÊ me preenchia por completo.

Hoje, depois de sentar com você numa mesa de bar, com o simples objetivo de papear, eu vi que não. Entre um copo de cerveja e outro, eu falei da minha vida e você da sua. E agora, totalmente neutro, com o coração calmo e pulsando forte somente por mim mesmo, eu percebi que você nem é alguém tão perfeito assim. Você tem seus defeitos, tem pensamentos de vida muito diferentes dos meus, acredita em ideologias que eu jamais acreditarei e seguirei. E, sinceramente, nem sei se conseguiria amar alguém assim por tanto tempo.

Mas depois de sair do bar debaixo daquela chuva que tomamos, enquanto conversávamos, eu pensava: você sempre teve esses “defeitos” e “incompatibilidades”, mas o que acontecia, é que antes a minha paixão era tão grande, que eu até os via em você, mas não enxergava. É mais fácil acreditarmos naquilo que o coração quer do que naquilo que a verdade é.

Mas to feliz, feliz pra caralho, que bom que resolvemos conversar depois de tudo e depois daquele término de emoções fortes. Eu vi que você cresceu, amadureceu e sabe mais de você, e olhando pra trás, relembrando a nossa relação, eu vejo que eu também cresci. Você é a pessoa responsável por me fazer enxergar o amor de uma forma diferente e, mesmo sem saber, é sua a responsabilidade de ter me mostrado que personagens perfeitos dos romances cinematográficos não existem na vida real. 
Depois de você, eu entendi que ninguém morre de amor; ele nos ensina muito. Mesmo quando achamos que tudo está perdido.

Nosso reencontro acabou, não rolou beijo e nem vontade disso. Acho que é porque a gente entendeu que é melhor não mexer naquilo que não vai dar certo. Você é de fogo, eu sou de água. É oposto, melhor não forçar. Mas mesmo sem beijo, aquele abraço final significou para mim um ponto final amigável, um ponto final cercado de certezas. Nós aprendemos, nós nos entendemos e fomos capazes de passar por cima.

O que vai ser da gente no futuro? Não sei, mas também, não quero planejar. Quem sabe uma outra cerveja despretensiosa daqui um tempo faça nascer uma amizade. Mas por hora, por favor, siga seus sonhos, cresça, mostre pro mundo a que você veio. Amei ver a sua vontade de fazer acontecer.

Voe. O mundo é seu.

A gente se encontra por aí. 




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