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Que sorte a nossa


Eu acredito que essa é só a primeira de muitas cartas que ainda escreverei para você, meu bem. Eu não escrevo apenas por escrever, eu escrevo por sentir, eu escrevo por inspiração e, de uns tempos para cá, admito, você vem sendo a minha inspiração. Se você soubesse como é difícil para eu admitir isso, se sentiria uma pessoa vitoriosa por ser responsável por me fazer gritar isso aos quatro ventos.

Você chegou quando eu não queria nada, quando eu corria de envolvimento, quando eu me desviava de qualquer possibilidade de me apaixonar. Mal sabia eu que depois daquela tarde, quando você se virou para mim na entrada do cinema, eu passaria a querer todas essas coisas que eu estava fugindo há pouco tempo.

É engraçado pensar como o meu conceito de gostar mudou depois que você chegou, é tudo tão diferente, sabe? Nossos olhares se conectam, nossos sorrisos exalam sinceridade, eu sinto confiança, abrigo... lar. Lar, é isso que você está se tornando para mim. Às 18h de uma quarta cinzenta depois do trabalho, eu sinto vontade de te ver, te abraçar, te sentir... e isso é ser lar: querer correr ao encontro daquilo que nos aconchega.

Reciprocidade é alma para o amor, e é alma entre nós. A sensação de que o mesmo sentimento que vai volta é inexplicavelmente maravilhosa. É como diz aquela frase clichê dos versos de amor: Que sorte a nossa.

Quem diria que pessoas tão opostas se fariam completas em um território tão improvável. Não sei como, mas, entre tantas diferenças, nós achamos um ponto de conexão que vem sendo o motivo do meu sorriso há algum tempo. O mais incrível é que mesmo quando alguns embates acontecem, nós estamos dispostos a tentar, a aceitar, a ajeitar aqui, ajeitar dali e entender que nenhum quebra-cabeça se completa com peças iguais.

Como eu gosto, e admiro, a nossa naturalidade, a nossa leveza, a nossa calma e o nosso empenho em se fazer compreender. Nada de pressa, tudo no seu tempo, de pouquinho em pouquinho, de encontro em encontro, de sorriso em sorriso, de diferença em diferença e de beijo em beijo. Grandes acontecimentos foram construídos devagarinho, sem pressa e com paciência. Quanto mais te conheço, mais feliz fico com essa pessoa tão especial que você vem se tornando.

A gente vai se entendendo, se desencontrando, e logo depois se encontrando novamente, vai sorrindo e se entregando. Enquanto tudo isso acontece no ritmo certo, eu já penso em uma segunda carta para ti, meu bem. Na segunda, na terceira, na quarta... e em todas infinitas possibilidades de te escrever e dizer que, depois que você chegou, eu entendi que a sorte sempre esteve ao meu lado. Obrigado!




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