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Brilha, queima e apaga


Nos primeiros capítulos, tudo parece fascinante, mas, no fundo, todos nós sabemos que as cenas seguintes terão um cenário familiar. Só quem já passou por isso, sabe. Sabe que um sorriso custa uma lágrima; que um abraço faz sangrar, e que, às vezes, um beijo custa uma vida. O amor é assim, masoquista! É chama que queima em pedaços, é sorrir estando ferido, é arranhar-se sem consciência. É alegrar-se em tristeza, prender-se na liberdade, asfixiar-se com oxigênio. É pular de um avião sem pára-quedas, dar um tiro no próprio pé, mergulhar no oceano sem ao menos saber nadar. É banhar-se com espinhos, andar sob brasas e dormir em cima de pregos.

Eu não sei porque ainda estou surpresa... Até os anjos têm seus sonhos ruins. Apesar de ingrato, desavisado e soberbo, o amor não erra. Há quem diga que nada é tão bom quanto amar e nem tão verdadeiro quanto o sofrimento... Nestes últimos seis meses eu passei pensando em tudo que o amor faz.. Ele acende, brilha, queima e acaba. Mas em uma quinta-feira chuvosa, em um bar, eu vi isso tudo recomeçar. A dor é inevitável! Mas, talvez, o sofrimento seja o intervalo entre duas felicidades.




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