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Despedidas


Hoje eu te disse adeus. Não foi um até logo, como da última vez, foi um adeus. Eu esperei muito tempo para tomar essa decisão; eu pensei, repensei e claro, morri de medo de ser tarde demais. Eu te dei uma chance, meio tímida, mas te dei. Você talvez, não tenha sido capaz de perceber, mas eu estava lá, dizendo o quanto gosto de ficar com você com apenas um olhar, com apenas um milhão de sorrisos bobos.

A gente que é muito brincalhona acaba passando para as pessoas que nunca falamos nada sério, e, todas as nossas falas, são encaradas como brincadeira. No meio dessas brincadeirinhas idiotas te disse dezenas de verdades. Verdades estas que jamais falaria com seriedade e com sã consciência. Talvez aquele braço final tenha significado muito, mas não o suficiente para me fazer ficar. Talvez eu seja uma fera indomável que não quer arriscar a sair da jaula. Ironia, não?! Mas talvez seja esta a verdade.

O incerto me incomoda. Meus pensamentos me levam a crer que eu sou especial para você, mas eu não sou. Eu quero ser. É bem diferente. Ao mesmo tempo em que suas palavras repudiam qualquer sentimento ou envolvimento com a situação, seus braços clamam pela minha presença e você pede pra eu ficar. Isso é insano. Talvez seja disso que eu precise: INSANIDADE! Mas com a insanidade vem o medo, a dúvida e a decepção. E não, meu amigo, eu não quero me decepcionar.

Pode não parecer, mas eu sou muito boa em despedidas. Não me assusta tirar uma pessoa da minha vida, me assusta os efeitos colaterais que a presença dela me causa. E você tem tomado boa parte dos meus pensamentos; tem me feito pensar e repensar situações, ocasiões e até num futuro junto com você eu já pensei. E sabe que conclusão eu cheguei?! Que não vale a pena. Se um dia a gente se reencontrar garanto que vamos rir disso tudo e, confesso que a nostalgia vai dar um gostinho de quero mais. Espero ser sensata e tomar a melhor decisão possível, mas por hora o que posso te adiantar é “Prazer em te conhecer e se cuida!”.




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